Em votação histórica na A. Saudita, 20 mulheres são eleitas

No entanto, número representa 1% do total de vereadores do país

Nas primeiras eleições com participação feminina da história da Arábia Saudita, 20 mulheres conseguiram se eleger como vereadoras em cidades de todo o país.

Elas representam apenas 1% dos mais de 2,1 mil membros de câmaras municipais na nação árabe, porém marcam um grande passo para os direitos das mulheres em um dos Estados que mais impõem restrições ao sexo feminino.

Atualmente, elas não podem dirigir e são governadas por um sistema que dá ao homem a palavra final sobre todos os aspectos de suas vidas, como casamento, viagens e educação. Dos 6.916 candidatos nas eleições municipais, 978 eram mulheres. Além disso, cerca de 130 mil haviam se registrado para votar, contra 1,35 milhão de homens.

Das 20 mulheres eleitas, quatro são da conservadora capital Riad. Já a província de Ash Sharqiyah, onde se concentram as minorias xiitas do país, terá duas vereadoras. Mas a primeira a garantir a vitória foi Salma bint al Oteibi, eleita em um distrito da cidade sagrada de Meca.

Muitas candidatas concorreram com plataformas que prometiam mais creches para ajudar mães que trabalham, a criação de centros comunitários para jovens, melhorias na pavimentação pública e na coleta de lixo e cidades mais verdes.

A participação feminina nas eleições municipais fora decidida em 2011, com um decreto do então rei Abdullah - morto em janeiro deste ano -, mas se concretizou apenas agora. No pleito, foram escolhidos dois terços dos vereadores de 284 municípios. O restante será nomeado diretamente pelo governo, uma monarquia baseada na seita puritana sunita do wahhabismo.