Avião foi quase abatido por míssil em agosto no Egito

Explosivo passou a 300 metros de um voo da Thomson Airways

 Um avião britânico com 189 passageiros quase foi atingido por um míssil perto do aeroporto de Sharm El Sheikh, no Egito, no último dia 23 de agosto, divulgou o jornal Daily Mail neste sábado (7), uma semana após a explosão de um A321 da companhia russa Metrojet. De acordo com o jornal, o míssil ficou a 300 metros do avião, que era operado pela companhia Thomson e tinha decolado do aeroporto de Stansted, em Londres.

    Com uma manobra evasiva, o piloto conseguiu sair da rota do míssil - que teria sido lançado pelas Forças Armadas do Egito durante exercícios militares -- e aterrissar no balneário. Os passageiros não foram notificados e nem perceberam o que tinha ocorrido. Questionado pelo jornal, um porta-voz do governo britânico admitiu que Londres "investigou o incidente na época, mas constatou que não se tratava de um ataque mirado".

    "Provavelmente era um exercício de rotina conduzido pelas autoridades egípcias naquele momento", explicou. Já a companhia relatou que os pilotos do voo TOM476 informaram seus superiores sobre o incidente, os quais repassaram a informação para o Departamento de Transporte britânico, dentro dos protocolos. Há exatamente uma semana, um avião da companhia russa Metrojet explodiu no ar logo após decolar do balneário de Sharm El Sheikh, matando 224 pessoas. Os Estados Unidos e o Reino Unido dizem ter informações de que o acidente foi causado por uma bomba colocada, provavelmente, no bagageiro da aeronave.

    Já a Rússia, que conduz uma investigação do caso, afirma que ainda não há conclusões sobre as causas do acidente, mas que não exclui nenhuma hipótese.

    Logo após o avião cair, o grupo extremista Estado Islâmico (EI, ex-Isis) disse que tinha cometido o atentado, em retaliação aos ataques russos a alvos na Síria e no Iraque, onde os jihadistas estabeleceram um califado. O presidente russo, Vladimir Putin, resolveu ontem suspender os voos do país para o Egito como medida de segurança até o fim das investigações. O Reino Unido também já tinha cancelado as operações de suas companhias aéreas. (ANSA)