Financial Times alerta que fundador da 3G tem sede de dominação do mercado de cervejas 

Lucros absurdos levariam a aquisições no exterior

Segundo matéria publicada dia 14 de outubro no jornal Financial Times, a dominação global do mercado de cerveja tem sido uma obsessão ao longo da carreira de Jorge Paulo Lemann, o bilionário brasileiro cujo investimento emblemática é a maior cervejaria do mundo, a Anheuser-Busch InBev. Com posição superior em 24 dos 30 maiores mercados de cerveja do mundo, o Sr. Lemann e seus sócios parecem finalmente estar se aproximando de seu sonho.Considerado pela Forbes como o homem mais rico do Brasil, com uma fortuna estimada em US $ 22.3 bilhões, o Sr. Lemann e seus sócios são, talvez, mais conhecido por seu fundo de investimento 3G. Nos últimos cinco anos, adquiriu empresas americanas de alimentos. 

Quando o Sr. Lemann e seus sócios atingem cada vez ofertas mais ousadas, eles continuam a devem muito do seu sucesso ao seu mercado doméstico no Brasil, onde eles têm desfrutado de uma relação de amor e ódio com os reguladores ao longo das décadas. Em particular, a aquisição da Brahma e de sua operação na América latina com sua principal rival, a  Antarctica em 2000,  deu origem  a Ambev, proporcionando-lhes um orçamento enorme de dinheiro que ainda ajuda a sustentar os ganhos da AB InBev.O jornal de Londres conta que alguns críticos dizem que o controverso acordo foi um golpe no mercado de competição da indústria brasileira, o que permitiu a transação com modificações relativamente menores, dando ao trio uma quota de mercado  com 70 % do maior mercado de cerveja do continente. "Em termos de volume, o Brasil é o terceiro maior mercado de cerveja do mundo", disse Mauricio Morgado, professor da instituição acadêmica Fundação Getulio Vargas. "Isso tem dado força para seus investimentos no exterior [da Ambev]." Antes da aquisição da Antarctica pela  Brahma, suas duas principais marcas de cerveja eram Brahma e Skol, que comandavam uma participação entre 40 e 50 % do mercado. Após a concentração, esta aumentou para  92 % em algumas regiões, de acordo com um documento da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento.

Os lucros  "acima do normal" poderiam, então, ser utilizados para aquisições no exterior. "Neste caso, é claro, a função dos consumidores seria de financiamento a internacionalização da empresa", escreveu ele. Sua posição dominante no mercado juntamente com a cultura de negócios impiedosos do trio que se concentra na redução de custos e gerentes orientados para o desempenho, a Ambev tornou-se a plataforma ideal para a expansão internacional. No ano passado, o segmento das receitas da AB InBev dominadas pelo Brasil  foram responsáveis por 23,9 % das receitas, perdendo apenas para os EUA com 34,2 %, de acordo com arquivos da AB InBev.