Comandantes da polícia de Ancara são destituídos após atentado

Três comandantes da polícia de Ancara foram destituídos quatro dias depois do atentado que deixou pelo menos 97 mortos e 500 feridos na capital turca, anunciou nesta quarta-feira (14/10) o ministério do Interior.

A medida afeta o diretor geral da província de Ancara, o diretor de inteligência e o diretor de segurança da força policial.

Os funcionários foram suspensos como parte da investigação aberta após o atentado terrorista de 10 de outubro diante da estação de Ancara, destacou o ministério.

Na terça-feira, o presidente Recep Tayyip Erdogan reconheceu "possíveis erros" do Estado e ordenou uma investigação especial do atentado, o mais violento da história da Turquia.

Nesta quarta-feira, o presidente visitou o local do atentado suicida e prestou homenagem às vítimas. Erdogan depositou flores diante da estação ferroviária de Ancara, ao lado do colega finlandês, Sauli Niinisto, que está em visita oficial à Turquia, informou o canal CNN-Turk.

O atentado de Ancara, a apenas três semanas das eleições legislativas de 1º de novembro, provocou muitos protestos contra o governo, no momento em que as forças de segurança enfrentam os rebeldes curdos.

Uma parte da oposição critica Erdogan alegando que o governo não garantiu a segurança da manifestação pró-curda. Alguns chegaram a afirmar que o governo teria estimulado os autores do atentado.

O ataque foi cometido por dois homens-bomba durante uma concentração de simpatizantes de esquerda e pró-curdos que participariam em uma manifestação pacifista

Dois homens vinculados ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) foram detidos, suspeitos de terem conhecimento prévio do atentado em Ancara.

Por Denise de Almeida