Polícia britânica reduz cerco a Julian Assange em Londres

Autoridades britânicas removeram os agentes que faziam a guarda 24 horas da Embaixada do Equador em Londres, onde o fundador do WikiLeaks, o ativista Julian Assange, está refugiado desde meados de 2012.

A Polícia britânica, no entanto, destacou que isso não significa que ele não será preso. Apenas que, diante da falta de uma perspectiva de solução diplomática ou resolução legal da questão, a presença de oficiais 24 horas no local "não é mais apropriada".

Calcula-se que a Polícia Metropolitana de Londres tenha gastado mais de 11 milhões de libras com a operação de vigilância até abril deste ano. "Como todos os serviços públicos, os recursos da polícia são finitos", informou a corporação em nota oficial.

As autoridades, no entanto, irão mobilizar agentes para vigiá-lo com o objetivo de prendê-lo caso deixe a sede diplomática.

O fundador do WikiLeaks está desde julho de 2012 refugiado na embaixada do Equador em Londres, proibido de deixar o prédio para viajar ao país que o concedeu asilo. Caso saia da embaixada, Assange corre o risco de ser preso pelas autoridades britânicas e extraditado à Suécia, onde responde por crimes de abuso sexual - que ele nega ser culpado. O australiano, porém, teme que sua extradição seja apenas um artifício para que seja enviado aos Estados Unidos. Lá, ele poderia ser condenado por espionagem e divulgação de documentos secretos.