Otan apoia Turquia em ataques contra curdos e Estado Islâmico

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) demonstrou apoio à Turquia após uma reunião de emergência nesta terça-feira (28) convocada pelos turcos para combater o terrorismo em seu país. Segundo o secretário-geral da entidade, Jens Stoltenberg, o "terrorismo em todas as suas formas não pode ser jamais tolerado ou justificado". Ele ainda destacou que a Otan "segue os acontecimentos de maneira próxima" e exprime "forte solidariedade à Turquia".

Desde a última sexta-feira (24), o governo do presidente Recep Tayyip Erdogan vem atacando bases do grupo terrorista Estado Islâmico (EI, ex-Isis) e do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) no Iraque. Ambos os grupos têm realizados diversos atentados no território turco nas últimas semanas e fizeram com que o governo local mudasse de postura na guerra ao terror.

Porém, mesmo solicitando a reunião de emergência, o governo Erdogan não teria pedido "nenhuma presença militar" em seu território. Stoltenberg ainda comentou que a reunião serviu para "discutir as ameaças contra o país" e a Turquia informou sobre as novas medidas adotadas para derrotar os grupos que atuam, especialmente, em suas fronteiras.  

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, assegurou hoje que seu governo continuará atacando as bases do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).

De acordo com o mandatário, "o processo de paz com o PKK" não poderá ser levado adiante se os ataques "contra a unidade nacional" não foram parados, contou à emissora "Al Arabiya". Desde 2012, há negociações entre o governo de Ancara e o partido curdo para pôr fim à rebelião. O conflito já dura desde 1984 e matou mais de 40 mil pessoas.