Itália prende dois seguidores do Estado Islâmico

A polícia de Milão prendeu nesta quarta-feira (22) duas pessoas acusadas de associação com terrorismo internacional e distúrbio contra a ordem democrática. De acordo com os investigadores italianos, a dupla planejava atacar a base militar de Ghedi, em Brescia, e cometer atentados pelo país, um deles contra uma estação ferroviária.

Os detidos são Lassaad Briki, nascido em 1980, em Kairouan, na Tunísia, e Muhammad Waqas, nascido em 1988, em Gujrat , no Paquistão.

Segundo o jornal "L'Espresso", a base militar de Gheti é a única instalação italiana onde há bombas nucleares. Apesar de pertencerem ao governo norte-americano, os explosivos ficam disponíveis em casos de guerra ou atentados na região.

Os dois presos viviam há anos na Itália e estavam em situação regular, empregados no país. O procurador-adjunto de Milão, Maurizio Romanelli, informou que se suspeita de uma ligação entre os homens e o grupo extremista Estado Islâmico (EI, ex-Isis), já que a dupla gerenciava uma conta no Twitter com o nome "Islamic_State_in_Rom".

As autoridades destacaram que a dupla, que falava italiano, estava planejando os atentados se baseando em um manual disponível na internet. Com 12 capítulos, o "How to survive in the west a mujahid guide" ensina a produzir bombas, transportar armas e esconder a identidade de extremista. Os dois também pretendiam partir para a Síria para um treinamento militar.