'Clarín': 27 ex-presidentes fazem apelo a Maduro por 'eleições livres'

Em carta, políticos pedem que pleito de 6 de dezembro seja 'justo e imparcial'. Oposição é favorita.

Um total de 27 ex mandatários iberoamericanos pediram em carta ao presidente venezuelano, Nicolás Maduro, que as eleições de seu país marcadas para o dia 6 de dezembro sejam “livres, justas e imparciais”. Assim  informou ontem (20/07) a fundação FAES, dirigida pelo ex presidente do governo espanhol José María Aznar e o espaço democrático IDEA. É o que diz uma matéria do jornal argentino Clarín publicada nesta terça-feira (21/07).

A carta também foi assinada pelo ex-presidente boliviano Jorge Quiroga, os chilenos Eduardo Frei e Ricardo Lagos, os colombianos Andrés Pastrana, Alvaro Uribe e Belisario Betancur, os mexicanos Felipe Calderón e Vicente Fox, o peruano Alejandro Toledo e o uruguaio Luis Alberto Lacalle, entre outros ex-presidentes.

Cópias da carta foram enviadas ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama; de Cuba, Raúl Castro, ao papa Francisco, e ao secretário geral da Organização de Estados Americanos (OEA), Luis Almagro.

Os signatários pedem “a imparcialidade absoluta do poder eleitoral e a verificação por observadores independentes de que a tecnologia usada no processo é inviolável”. Nas últimas semanas, o chavismo lançou uma ofensiva para inviabilizar a candidatura de várias figuras da oposição, a quem as pesquisas dão como vencedoras para a renovação do Parlamento, hoje sob controle chavista.

Os ex-presidentes solicitam que se permita incorporar como observadores das eleições a “missões imparciais” da União Europeia e da OEA. Além disso pedem “a presença no debate político” dos opositores Antonio Ledezma, prefeito de Caracas, e do líder do Primero Justicia, Leopoldo López, hoje presos políticos do governo. 

“Com base em nossas trajetórias democráticas manifestamos nossa disposição de colaborar como observadores para que as eleições sejam realizados  um clima de confiança e total transparência que permita não só despejar as dúvidas da comunidade internacional, mas principalmente, aliviar a grave crise que o povo venezuelano sofre, último depositário da soberania nacional”, diz a carta.

Por último, os signatários pedem que parem com as ameaças judiciais que jornalistas e meios informativos como El Nacional, Tal Cual e La Patilla recebem.