Estado Islâmico dá novo ultimato para refém jordaniano

Grupo quer a libertação de prisioneira até o 'pôr do sol'

O grupo terrorista Estado Islâmico (EI, ex-Isis) deu um novo ultimato nesta quinta-feira (29) para a libertação da Sajida al-Rishawi, a mulher presa na Jordânia após um atentado no país. Caso contrário, o piloto jordaniano Muath al-Kasaesbeh será assassinado. Segundo a emissora norte-americana CNN, a voz do áudio divulgado pelos jihadistas é do jornalista japonês Kenji Goto, que também é refém dos terroristas. 

"Se Sajida al-Rishawi não estiver pronta para a troca pela minha vida e se ela não estiver na divisa com a Turquia até o pôr do sol desta quinta-feira, 29 de janeiro, hora de Mosul, o piloto jordaniano Kasaesbeh será assassinado imediatamente", disse Goto. O áudio foi postado no YouTube, mas rapidamente foi retirado do ar pelos administradores do site. Os governos do Japão e da Jordânia não confirmaram a autenticidade do áudio, mas acreditam que ele seja um acréscimo do ultimato dado na última terça-feira (27).

    Sajida foi condenada à morte por ter feito parte de um ataque kamikaze contra um hotel jordaniano em 2005. O atentado causou a morte de 60 pessoas e deixou mais de uma centena ferida. Ontem (28), circularam inúmeras notícias sobre os dois reféns, inclusive que ambos haviam sido libertados pelo EI. O governo de Amã já sinalizou que pretende realizar a troca da prisioneira pelos dois reféns, mas condicionou isso, primeiramente, a libertação de Kasaesbeh. No final de dezembro, os extremistas capturaram o piloto após abater a aeronave que ele estava utilizando em ataques aéreos contra os terroristas. Já Goto apareceu pela primeira vez no dia 20 de janeiro, em um vídeo em que o EI ameaçava decapitar ele e outro refém japonês. 

No dia 24, após o governo japonês se negar a pagar US$ 200 milhões pela vida dos dois sequestrados, os terroristas decapitaram Haruna Yukawa e condicionaram a libertação de Goto com a soltura da prisioneira jordaniana. (ANSA)