Japão e Jordânia tentam libertar reféns do EI

Grupo deu prazo de 24h para executar refém japonês

O Japão fez um apelo nesta quarta-feira (28) para que a Jordânia colabore com as negociações pela libertação do refém japonês Kenji Goto e do piloto jordaniano Muath al-Kasaesbeh, sequestrados pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI, ex-Isis). Na semana passada, o EI anunciou que queria US$ 200 milhões do Japão, em troca do refém. Agora, o grupo exige que a Jordânia solte a terrorista Sajida al-Rishawi, como condição para a libertação dos sequestrados.

Ontem, o EI deu um prazo de 24 horas para o Japão resolver o resgate de Goto e ameaçou executá-lo, como já fez com outro refém japonês, Haruna Yukawa, na semana passada. A mãe de Goto, Junk Ishido, também fez um apelo desesperado pela vida de seu filho. "Goto não tem nenhuma animosidade contra o Estado Islâmico. O que ele fez de errado? Não temos muito tempo a perder", comentou. "A situação está se tornando extremamente greve". Ela pediu para que o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, "salve a vida" de seu filho. "Caro primeiro-ministro, no iminente fim do prazo pelo resgate de Goto, peço para fazer o possível, e com o máximo de esforço, pela negociação com o governo da Jordânia. Por favor, faça todo o possível", disse.