Ataque em ponto de ônibus mata 9 em Donetsk

Artefatos explodiram na passagem de um ônibus e um trem

Ao menos nove pessoas morreram e dezenas ficaram feridas nesta quinta-feira (22), após uma bomba explodir em uma parada de ônibus em Donetsk, na Ucrânia, zona que está sob controle dos rebeldes pró-russos. De acordo com testemunhas citadas pela imprensa local, o ponto de parada foi atingido por cinco disparos explosivos, durante a passagem de um trem e de um ônibus, que pegaram fogo. Um representante do Ministério da Defesa da autoproclamada República de Donetsk, Eduard Basurin, informou que havia cerca de nove mortos e nove feridos. Mas a imprensa relata que o número pode ser maior. Imagens transmitidas pela emissora Russia 24 mostraram um ônibus totalmente destruído por uma bomba e corpos espalhados dentro e fora do veículo. Aeroporto - O Exército de Kiev abandonou nesta quinta-feira (22) o aeroporto de Donetsk, controlado por rebeldes, de acordo com fontes locais. O aeroporto está destruído pelos confrontos, mas tem valor simbólico na luta entre militares e opositores.

    "Os militares que defendiam o aeroporto de Donetsk foram obrigados a deixar o local, que há um ano era um magnífico e moderno aeroporto", disseram voluntários da Azov nas redes sociais.

    "A heróica defesa do aeroporto durou 242 dias, ou seja, mais que a defesa de Stalingrado e de Moscou durante a Segunda Guerra Mundial", acrescentaram. O governo ucraniano confirmou oficialmente a saída das tropas da área do aeroporto. "Foi tomada a decisão de deixar o território do terminal e de tomar novas posições", afirmou o porta-voz militar ucraniano, Vladislav Seleznyov. Nas últimas semanas, os combates entre militares e rebeldes tinham se intensificado. Desde ontem, seis militares ucranianos morreram em confrontos no aeroporto, enquanto 16 ficaram feridos e foram mantidos reféns. Os confrontos no leste da Ucrânica já duram mais de um ano.

    Milhares de pessoas morreram e centenas fugiram das regiões de confrontos entre forças do governo de Kiev e rebeldes. (ANSA)