Reforma eleitoral de Renzi avança no Senado italiano

Durante a sessão do Senado italiano desta quarta-feira (21), a base governista conseguiu aprovar uma manobra que derruba a maior parte das emendas ao projeto de reforma eleitoral.

Com 175 votos a favor e 110 contrários, a medida "Esposito" foi aprovada e derrubou, de uma só vez, 35 mil das 47 mil emendas à lei. A sessão também não aprovou a emenda "Gotor", que pedia uma modificação em um dos pontos principais do projeto, a proporção de nomeados e eleitos no sistema de preferência, e outra mudança que corrigia a função das listas fechadas.

A reforma eleitoral é uma das bandeiras do governo de Matteo Renzi e a Câmara já aprovou a nova legislação. Porém, o Senado adiou para a semana que vem a votação que define o futuro do projeto.

O texto estabelece um "bônus" para a sigla ou coalizão que saísse vencedora em uma eventual votação - mas desde que ela conquiste 40% das cadeiras na Câmara dos Deputados. Em uma eleição, caso ninguém supere o percentual para conquistar o prêmio de maioria, será realizado um segundo turno entre os dois partidos ou alianças mais votados para definir quem terá direito ao bônus.