Após estupro em taxi, Índia pune serviço Uber

Motorista teria abusado de jovem que contratou serviço de app

A capital da Índia, Nova Déli, baniu nesta segunda-feira (8) a sociedade norte-americana Uber, que oferece taxis através de um aplicativo de celular, após uma jovem de 27 anos ter sido violentada sexualmente por um motorista da rede. "Todos os serviços de transporte da Uber estão vetados", informou a Secretaria de Transportes da cidade, em um comunicado oficial. As autoridades afirmam que a empresa teria enganado os clientes prometendo um serviço "seguro". 

A startup, originária de San Francisco, nos Estados Unidos, e com atuação em diversas cidades do mundo, foi inserida na lista negra de serviços da capital indiana e não poderá operar, nem no futuro, na região metropolitana. O estupro contra a jovem de 27 anos teria ocorrido na última sexta-feira (5). O taxista, Shiv Kumar Yadav, de 32 anos, é casado e pai de três filhos. Apesar de ter confessado o crime, ele não teria demonstrado arrependimento, de acordo com a mídia local. Segundo a polícia, a Uber não teria verificado os antecedentes do motorista, que em 2011 foi acusado de outra violência sexual, apesar de ter sido inocentado depois. 

O crime despertou uma série de protestos. Militantes manifestaram diante da residência do ministro do Interior da Índia, Rajnath Singh, para denunciar o episódio. Os estupros na Índia são frequentes e têm gerado preocupação das autoridades, que tentaram nos últimos anos endurecer a legislação contra crimes a mulher. (ANSA)