Líderes pedem fim de manifestações em Hong Kong

Os três líderes do principal movimento pró-democracia de Hong Kong, o Occupy Central, pediram nesta terça-feira (02) que os manifestantes saiam das ruas e abandonem os pontos de protestos criados há mais de dois meses. Segundo eles, a situação ficou "muito perigosa" para os manifestantes, já que os "policiais estão fora de controle". De acordo com Benny Tai, está na hora de "transformar a natureza do movimento". Tai ainda disse que não quer que as pessoas se machuquem seriamente. Ontem (01), dezenas de manifestantes ficaram feridos após confrontos com a polícia local. Em coletiva de imprensa, os líderes afirmaram que vão se entregar à Justiça amanhã (03) para responder pelo "ato ilegal" que fizeram. Desde que os protestos por mais democracia no país começaram, no final de setembro, o governo local e o da China condenaram duramente as manifestações, classificando-as de ilegais.    

Porém, mais de 100 mil pessoas foram às ruas para pedir seus direitos e, atualmente, centenas de jovens estudantes mantêm pontos fixos de protestos e estão acampados há mais de dois meses em diversas regiões.    

Tai, que é professor de direito na Universidade de Hong Kong, Chan Kin-man, professor de sociologia na Universidade Chinesa, e o reverendo Chu Yiu-ming criaram o Occupy Central no início do ano passado como forma de pressionar o governo local por reformas políticas.