Após protestos em Ferguson, Obama anuncia medidas

Após uma série de protestos pela morte de um jovem negro em Ferguson, o presidente norte-americano, Barack Obama, pediu ao Congresso um pacote de US$ 263 milhões para modernizar as forças policiais que atuam na cidade. O mandatário participou ontem (1) de reuniões na Casa Branca para discutir a onda de violência que se alastrou por Ferguson após o policial branco Darren Wilson atirar contra o jovem negro Michael Brown, de 18 anos, em agosto. "No nosso país, onde um dos princípios mais importantes é que todos são iguais diante da lei, muitas pessoas, principalmente jovens negros, não se sentem tratados de maneira justa", afirmou Obama, comprometendo-se com a causa racial. "Sei que, no passado, já tiveram comissões, forças-tarefas, discussões e debates que não levaram a nada. Mas, desta vez, será diferente, porque há um presidente dos Estados Unidos profundamente comprometido em fazer diferente", disse Obama, prometendo resultados em até dois anos. De acordo com a imprensa local, o pacote de US$ 263 milhões será repartido em três anos e utilizado para comprar cerca de 50 mil mini-câmeras para uso dos agentes e para remodelar as sedes policiais. Também será formada uma comissão para treinar os policiais. Na semana passada, um júri especial resolveu não acusar Wilson pela morte de Brown. A decisão acirrou os ânimos da população, que já tinha saído às ruas logo depois do assassinato. Segundo o júri, não há provas suficientes para ligar o agente à morte do jovem.    

Testemunhas afirmam que Wilson teria atirado ao menos seis vezes contra Brown, que estaria desarmado. Já a polícia defende que o jovem teria participado de um assalto a uma loja de bebidas pouco antes de ser abordado. No último fim de semana, Wilson pediu demissão de seu cargo, alegando que temia por sua segurança.