Sindicatos da Itália convocam greves e manifestações

A Confederação Geral Italiana do Trabalho (CGIL) e a União Italiana do Trabalho (UIL) convocaram uma greve geral para o país no dia 12 de dezembro. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (19) pela líder da CGIL, Susanna Camusso, e pelo secretário-adjunto da UIL, Carmelo Barbagallo.

As motivações para a paralisação são a reforma trabalhista e a Lei de Estabilidade, ambas propostas pelo primeiro-ministro, Matteo Renzi. Essa será a maior manifestação das duas entidades contra o premier e mais uma da série de protestos que seu governo está enfrentando desde o anúncio das mudanças.

Na área trabalhista, a ideia de Renzi é flexibilizar o mercado de trabalho e incentivar as empresas a contratarem. Já a chamada Lei de Estabilidade mexe, entre outros pontos, nos cortes de gastos públicos de cidades, regiões e comunas.

O presidente da Confederação da Indústria Italiana (Cofindustria), Giorgio Squinzi, não afirmou que sua representação estará no manifesto, mas disse que "com os baixos níveis de atividade que temos neste momento na indústria, talvez, isso seja uma vantagem".

O ministro do Trabalho, Giuliano Poletti, destacou que "respeita" as motivações dos sindicatos, mas que "não há argumento para uma decisão assim importante", de paralisar o país.

Greve no dia 1º de dezembro:

Já a Confederação Italiana dos Sindicatos dos Trabalhadores (CISL) decidiu não participar da greve geral do dia 12, mas convocou uma paralisação de 24 horas para o dia 1º de dezembro. A entidade chamou todas as categorias do setor público - de escolas aos hospitais - para participar de greve.

Manifestação no dia 5 de dezembro:

Para o dia 5 de dezembro, também será mantida uma manifestação convocada anteriormente por Camusso. E hoje, o presidente da União Geral do Trabalho (UGL), Paolo Capone, anunciou que seu sindicato irá participar dessa manifestação também.

Manifestação em Nápoles:

A Federação dos Empregados Metalúrgicos (Fiom) anunciou outra greve e manifestação para a próxima sexta-feira (21), em Nápoles. Com o lema "trabalho, legalidade, igualdade e democracia", o grupo promete parar a cidade italiana com mais de 20 mil pessoas.