Três são condenados à prisão por 'caso Ruby'

Caso envolvia o ex-premier italiano Silvio Berlusconi

 Emilio Fede, Nicole Minetti e Lele Mora tiveram uma redução em sua pena de prisão por organizar as famosas festas com prostitutas que envolviam o ex-premier italiano Silvio Berlusconi, o chamado "caso Ruby". A decisão foi tomada pelos juízes da terceira seção da Corte de Apelação de Milão nesta quinta-feira (13).

    Fede, ex-diretor do canal Tg4, terá que cumprir 4 anos e 10 meses de detenção, Minetti, ex-conselheira regional da Lombardia, cumprirá três anos, e Mora, agente de celebridades, cumprirá seis anos e um mês de prisão. Os três já haviam sido condenados no ano passado e haviam recorrido. Na primeira decisão da Justiça, Fede e Mora haviam sido condenados a sete anos de prisão, além da interdição perpétua para o exercício de cargos públicos. Minetti havia pego cinco anos de prisão.

    Após a decisão da Corte, Mora, que também foi condenado pelo processo de falência de sua empresa, afirmou estar satisfeito com o resultado. "A ideia da prisão me aterrorizava. A prisão me preocupava muito, porque nos 14 meses em que fiquei preso, fui vigiado e isolado, pior que um terrorista", disse Mora, que disse não se arrepender do que fez.

    Já os advogados de Minetti não saíram do Tribunal satisfeitos.

    Paolo Righi e Pasquale Pantano prometem levar o caso ao Supremo Tribunal de Justiça. Eles querem a anulação da decisão desta quinta-feira.

    - Caso Ruby: Após ser condenado em primeira instância a sete anos de prisão, em 2013, Berlusconi foi absolvido pela Corte de Apelação de Milão no dia 18 de julho. Ele era acusado por prostituição de menores e abuso de poder, após relacionar-se com Ruby. O ex-primeiro-ministro sempre negou as acusações e costuma afirmar que promovia apenas festas e jantares em sua residência, e que o dinheiro dado à jovem era para "ajudá-la". Após a Corte de Apelação livrar Berlusconi da pena, ao considerar que ele não sabia que Ruby era menor de idade, o presidente do conselho da Corte de Apelação de Milão, Enrico Tranfa, pediu demissão da função de juiz. (ANSA)