Obama quer mudar política para combater o Estado Islâmico

Fontes dizem que atuação do país na Síria não está correta

O presidente norte-americano, Barack Obama, teria pedido a sua equipe de segurança nacional para rever a política dos Estados Unidos na Síria, informou a emissora CNN. A mudança precisaria ser feita porque Obama percebeu que o Estado Islâmico (EI, ex-Isis) não pode ser derrotado sem tirar o presidente sírio, Bashar al-Assad, do poder.

    Funcionários da Casa Branca ouvidos pela televisão teriam dito que a estratégia inicial de combater o EI sem se concentrar na deposição de Assad foi errada. Essas alterações teriam sido debatidas em quatro encontros durante a semana passada, sendo que um deles foi presidido por Obama. As fontes disseram que "foram debatidas em larga escala como as estratégias na questão da Síria se inserem naquelas do EI". "O problema do longo regime sírio é agora agravado pela realidade de que para derrotar o EI é preciso não só uma derrota deles no Iraque, mas também na Síria", destacou um funcionário.

    Ainda de acordo com a CNN, Washington esperava ter tempo para treinar e armar os rebeldes moderados sírios para combater os jihadistas e o regime de Assad. Mas, como o Exército Sírio Livre tem que combater em duas frentes, os membros da Segurança norte-americana viram que isso não será possível.

    - 85% dos ataques realizados: O Pentágono anunciou nesta quinta-feira (13) que 85% dos ataques aéreos da coalizão internacional foram realizados desde agosto.

    Os parceiros árabes dos EUA fizeram 56 dos 393 ataques na Síria, enquanto os aliados ocidentais fizeram 70 dos 470 bombardeios no Iraque. (ANSA)