Estudo da Cepal aponta 'envelhecimento' da América Latina

Enquanto o século XX foi marcado pelo aumento da população na América Latina, este século deve ser caracterizado pelo seu envelhecimento, apontou relatório divulgado pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal).    

De acordo com o estudo "A Nova Demografia na América Latina e no Caribe: A hora da Igualdade segundo o relógio populacional", o envelhecimento se dá principalmente graças a redução da fecundidade e o aumento da expectativa de vida da população local.    

No final da década de 1950, a expectativa de vida na região era de 55,7 anos, ou seja, 10 anos a menos que nos países mais desenvolvidos. Entre 2010 e 2015, calcula-se que expectativa seja de 74,7 anos, o que representa cinco anos a menos que regiões mais avançadas. "Desta forma, a esperança de vida aumentou 23 anos e a lacuna com outras regiões diminuiu pela metade", apontou relatório.    

No que diz respeito a nascimentos, a região, que era uma das mais férteis do mundo, com quase seis filhos por família, passou a uma média de 2,2 por mulher, pouco abaixo da média mundial (2,3).