Estudantes de Hong Kong aceitam diálogo com governo

 Líderes estudantis em Hong Kong aceitaram a oferta de diálogo do governo local. Em comunicado, no entanto, eles insistiram na renúncia do chefe de Governo, Leung Chun-ying, que, segundo eles, "é só uma questão de tempo".     

Chun-ying Leung disse que não irá renunciar ao cargo, mas destacou que está pronto para dialogar com os estudantes. As autoridades de Hong Kong intimaram os manifestantes nesta quinta-feira (2) para se dispersarem rápido e pacificamente das ruas. Liderados por estudantes, os protestos reivindicam mais liberdade nas eleições de 2017.

A polícia iniciou o carregamento de munição, como bombas de efeito moral e balas de borracha, para dispersá-los. A China deu aval para que a polícia de Hong Kong use a força para retirar os manifestantes das ruas. Segundo Pequim, os protestos são ilegais.

Enquanto isso, os estudantes cercam o palácio de governo e ameaçam invadir prédios públicos, caso o chefe do território, Cheun-ying Leun, não deixe o cargo.

Segundo a Laccon Mobile Security, empresa especializada em segurança digital, a China estaria espionando os manifestantes que ocupam as ruas de Hong Kong com um programa, enviado pelo aplicativo de mensagens WhatsApp.

Ao menos 350 pessoas fizeram uma passeata em apoio aos manifestantes de Hong Kong, em Nova York, nos EUA.