Alemães sequestrados por terroristas islâmicos fazem apelo ao governo

Grupo Abu Sayyaf pediu resgate de R$ 10 milhões a Alemanha

Dois cidadãos da Alemanha, sequestrados nas Filipinas por terroristas islâmicos do grupo Abu Sayyaf, lançaram um apelo ao governo do país, para que haja um esforço em libertá-los, nesta segunda-feira (29).

    "Espero que meu governo faça tudo que seja possível para obter a minha liberdade", afirmou um dos sequestrados, à rádio Zamboanga City. A informação foi divulgada pelo jornal alemão Bild.

    Os dois prisioneiros seriam o médico Stefan Viktor Okonek e sua esposa Henrite Dielen. Além deles, o grupo teria outras 10 pessoas sequestradas, entre elas dois europeus que são observadores de pássaros, um japonês e alguns filipinos.

    O anúncio do seqüestro pelos extremistas ligados ao Estado Islâmico (EI, ex-Isis), foi feito no último dia 24. O Abu Sayyaf ameaça matar a dupla, caso o governo alemão continue a apoiar os bombardeios contra o EI, liderados pelos Estados Unidos.

    O grupo também pediu um resgate de 250 milhões de pesos (R$ 10,4 milhões) pelos prisioneiros. O grupo rapta estrangeiros desde 2000 e já foi aliado da Al-Qaeda. O Abu Sayaf foi criado na década de 1990 e é conhecido por atentados a bomba, sequestros e assassinatos no sul das Filipinas.

    Na semana passada, o alpinista francês Hervé Gourdel foi seqüestrado na Argélia por um grupo ligado ao Estado Islâmico. Ele foi decapitado no último dia 24 e o vídeo do assassinato, divulgado na internet pelo grupo. (ANSA)