Condenado por abuso de poder, prefeito de Nápoles não quer renunciar

Condenado na última quarta-feira (24) a um ano e três meses de prisão por abuso de poder, o prefeito de Nápoles, Luigi De Magistris, declarou que não vai deixar o cargo e ainda afirmou que quem deve se demitir são os magistrados que o sentenciaram.    

"Me pedem para renunciar por causa dessa condenação, mas, olhando no espelho e sentindo vergonha, quem deve se demitir são aqueles juízes. Estou confiante que essa experiência de governo possa durar até 2016", salientou o político. 

Além disso, De Magistris disse estar frente a um Estado "profundamente corrupto" e mostrou segurança de que as "instituições saberão reparar essa violação da lei".    

O prefeito foi condenado no âmbito do caso "Why Not". Segundo o Tribunal de Roma, na época em que trabalhava no Ministério Público em Catanzaro, na Calábria, ele obteve ilegalmente os registros telefônicos de alguns parlamentares.    

Em maio passado, a promotoria havia pedido a sua absolvição, mas a Justiça o sentenciou mesmo assim. Para o presidente do Senado da Itália, Pietro Grasso, deve ser aplicada contra De Magistris a Lei Severino, legislação que prevê a cassação de políticos condenados - a mesma que fez Silvio Berlusconi perder seu mandato de senador.