Cameron diz que missão no Iraque contra Estado Islâmico durará anos

Premier britânico defende ataques contra grupo jihadista

 O primeiro-ministro britânico, David Cameron, afirmou nesta sexta-feira (26) que a missão contra o grupo jihadista Estado Islâmico (EI, ex-Isis) durará anos.

    "Será uma missão que não durará algumas semanas, mas anos.

    Devemos estar prontos a este tipo de compromisso", disse Cameron antes da votação no Parlamento britânico sobre a participação do Reino Unido nos ataques contra o EI no Iraque.

    Segundo o premier a intervenção da coalizão internacional é "totalmente legal" pois responde a um pedido das autoridades iraquianas. "É moralmente certo agir, e agir agora", afirmou ele.

    Já na Espanha, uma operação coordenada pela Audiência Nacional, prendeu nesta madrugada em Melilla, enclave espanhol no Norte da África, e em Nador, no Marrocos, nove pessoas acusadas de terrorismo e de pertenceram a uma célula da jihad ligada ao EI.

    Segundo fontes do Ministério do Interior, entre os presos, 8 de nacionalidade marroquina e 1 espanhol, estão aliciadores e combatentes da jihad prestes a partir para a Síria ou Iraque ou que retornaram dos territórios de guerra.

    O espanhol é o suposto chefe da célula que operava entre Melilla e Nador.

    O líder da célula do EI é um ex-militar do exército espanhol, segundo fontes espanholas. O homem, de nacionalidade espanhola e originário de Melilla, esteve no Mali e em outras regiões de conflito como "soldado" da Jihad e estava encarregado de aliciar combatentes para o EI no sul do enclave espanhol no Marrocos e em Nador, no norte do país.

    Na Grã-Bretanha mais duas pessoas foram presas suspeitas de pertencerem ou de apoiarem os grupos jihadistas, informou a polícia local, precisando que são dois homens de 33 e 42 anos.

    Ontem nove homens foram presos por suspeita de pertencerem ao grupo Muhajiron, que foi considerado ilegal em 2011. Já o coordenador europeu antiterrorismo Gilles De Kerkhove advertiu hoje que na Europa são mais de 3 mil europeus que se juntaram ao EI para combater no Iraque e na Síria, e advertiu que os ataques aéreos ocidentais aumentam o risco de ações contra a Europa.

    Síria Por sua vez, os Estados Unidos (EUA) e a Europa voltam a acusar o presidente sírio, Bashar al Assad de ter realizado novos ataques químicos na Síria "em agosto, com forte semelhança com os já confirmados, realizados na primavera passada com gás cloro". A confirmação se baseia no novo relatório da missão da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAC).

    Os ataques teriam sido realizados com o uso de helicópteros que "apenas as forças do regime" possuem, afirmam os EUA e a Europa.(ANSA)