Autoridades italianas resgataram 499 corpos no Mediterrâneo em 11 meses

Além disso, 1.446 pessoas ainda estão desaparecidas

O ministro do Interior da Itália, Angelino Alfano, disse nesta quarta-feira que desde o começo da operação Mare Nostrum, em 18 de outubro do ano passado, foram recuperados 499 corpos de imigrantes ilegais no Canal da Sicília. Além disso, 1.446 pessoas ainda estão desaparecidas, de acordo com estimativas feitas a partir de informações colhidas com sobreviventes. 

A medida foi deflagrada pelo governo italiano 15 dias depois de um naufrágio de um barco superlotado tirar a vida de 366 africanos e asiáticos no Mar Mediterrâneo.    

A Mare Nostrum consiste no uso de drones, helicópteros de longo alcance, embarcações da Marinha e navios anfíbios para localizar e resgatar barcos ao sul da Europa, evitando novos acidentes.    

Até o momento, a operação conseguiu salvar 91 mil pessoas e prender mais de 500 contrabandistas. O principal destino desses imigrantes é a ilha italiana de Lampedusa, que fica mais perto da costa da Líbia do que do restante do país.    

Atualmente, a iniciativa é coordenada apenas por Roma, mas a partir de novembro a nação terá a ajuda da União Europeia em um projeto chamado Frontex Plus, que vai substituir gradualmente a Mare Nostrum.