Contra a Rússia, Otan aprova plano de ação rápida

Medida prevê contingente capaz de se locomover em até 5 dias

Os líderes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) aprovaram nesta sexta-feira (5) o novo Plano de Ação Rápida (RAP) da entidade, que inclui uma força militar de locomoção imediata e presença constante no leste europeu, em uma clara manobra para enfrentar possíveis ameaças da Rússia na Ucrânia.

A força militar terá base em cinco países do leste do continente, como Polônia e Romênia, de acordo com o secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen. Reunindo milhares de soldados, o contingente terá capacidade de se deslocar, por terra, ar ou mar, em até cinco dias para qualquer local de conflito no mundo. "A força terá uma presença contínua na região do leste europeu", destacou o secretário-geral da Otan.

"A aprovação desse plano manda uma mensagem clara: a Otan protege todos os seus aliados, em todos os momentos. Se alguém pensa em atacar um aliado nosso, deve saber que enfrentará toda a nossa aliança", garantiu Rasmussen.

Os líderes dos países-membros da Otan se reuniram em Newport, País de Gales. Os principais temas debatidos foram a crise na Ucrânia e a presença do Estado Islâmico (ex-Isis) na Síria e no Iraque.

Nesta sexta-feira, a chanceler alemã, Angela Merkel, voltou a criticar a Rússia, dizendo que o país "violou os acordos com a Otan". "Mas a Otan tem uma dupla estratégia: somos duros, mas deixamos a porta aberta ao diálogo", destacou.

Extremistas Islâmicos

 Mais cedo, nesta mesma reunião em Newport, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, condenou os métodos bárbaros usados por alguns grupos extremistas e afirmou que a Otan está unida contra este tipo de ameaça.

De acordo com o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, e com o chefe do Pentágono, Chuck Hagel, a reunião da Otan também aprovou um task force multinacional para bloquear o fluxo de combatentes estrangeiros que se aliam ao EI.

"A coalizão internacional anti-EI deverá, além disso, dar apoio militar ao governo do Iraque e combater qualquer tipo de financiamento ao Estado Islâmico e deslegitimar sua ideologia", informaram. A próxima cúpula da Otan foi marcada para 2016, na Polônia.