Protestos durante referendo deixam 4 mortos no Egito

Em clima de tensão, começaram hoje, 14, no Egito as votações do referendo popular para aprovação da nova Constituição do país. Cerca de 53 milhões de eleitores têm direito ao voto. O texto do referendo foi alterado por uma comissão de 50 representantes, após o "congelamento" da Constituição aprovada em 2012, após a destituição do presidente Mohamed Morsi no último mês de julho. 

    O primeiro-ministro interino, Hazem el-Beblawi, está confiante no êxito da nova Constituição. Em declaração à agência de notícias do governo Mena, el-Beblawi lembrou que "votar é um dever nacional". 

Manifestações 

Foi criado um grande esquema de segurança com 160 mil agentes destacados para auxiliar o Exército durante as votações. O ministro do Interior, Mohamed Ibrahim, colocou sob vigilância os opositores que pretendem boicotar o voto e impedir o fluxo de votações. "Serão tratados com dureza e firmeza", declarou o ministro. Veículos foram proibidos de estacionar próximos aos locais de votação, para impedir atentados a bomba. 

    Apesar de todo o esquema de segurança, uma bomba artesanal explodiu em frente ao Tribunal de Cairo, pouco antes do início das votações. Até o momento não foram relatadas vítimas do atentado, que provocou danos ao edifício e aos prédios vizinhos.

    Apenas uma hora após a abertura das votações, houve confrontos em todo o Egito entre pessoas favoráveis a Morsi e a polícia. Em Alexandria, Beni Suef e no Alto Egito policiais dispararam gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes, que tentavam impedir o acesso às zonas eleitorais. Um manifestante morreu em Beni Suef e outro foi morto a tiros em El Giza.

Até o momento, foram confirmadas quatro mortes em todo o país.