Canadá quer mudar a diplomacia visando entrada em mercados emergentes

O chefe de estado canadense, Stephen Harper, quer enviar diplomatas canadenses a países emergentes com o intuito de canalizar as energias e recursos para promover interesses comerciais. Essa é uma tentativa de englobar o Canadá na competição da economia global. O jornal canadense Financial Post publicou uma matéria sobre o assunto, nesta sexta-feira (29/11).

O jornal destacou a entrevista do ministro do Comércio, Ed Fast, que deve adotar medidas econômicas e mobilizar o Banco do Canadá para levar o país ao mercado emergente. O ministro já desempenhou papel de grande importância nas negociações comerciais da União Europeia e pretende promover mudanças radicais e comentou a relevância dos recursos diplomáticos nesse processo. "Em uma economia global altamente competitiva, o Canadá não pode ser complacente", destacou o jornal do discurso de Fast.

O ministro disse que a mudança visam consolidar o conceito de sucesso comercial para as empresas canadenses e investidores, como um dos objetivos principais para o investimento internacional. Em cinco anos, Fast prevê dobrar o número de empresas canadenses que estão ativas em países como China, Índia e Brasil. "Se a estratégia for bem sucedida, vamos criar mais de 40 mil novos postos de trabalho orientados para a exportação", disse Fast. Porém, o jornal salienta que ainda não está claro como ele qual as formas para se alcançar o sucesso, se ampliando e reforçando as relações diplomáticas nesses países ou aumentando os investimentos. 

O texto do Financial Post avalia que a única grande negociação comercial bem sucedida de Ottawa tem sido com a Europa, "um mercado comum caracterizado por um desenvolvido dolorosamente lento". Enquanto isso, os analistas econômicos têm advertido que o Canadá está ficando para trás, em vez de ganhar, em termos de quota de mercado em muitas regiões emergentes. Além das mudanças diplomáticas, o governo deve identificar as nações e setores específicos com maior potencial para as empresas canadenses, em termos de oportunidades de exportação e de investimento.