La Nación: acordo da Repsol não é o único entrave para o governo

A assembleia de acionistas da multinacional espanhola YPF será realizado nesta quarta-feira (27/11), em Madrid, para tratar de um acordo preliminar com a Repsol, visando liquidar a dívida pela nacionalização de 51% das ações da YPF. Esse é um dos maiores desafios da administração do engenheiro Miguel Galuccio, presidente de Petróleo da Argentina. Segundo uma matéria publicada nesta terça-feira (26) no jornal La Nación, as cifras da negociação ainda são desconhecidos, mas o governo argentino estima que a Repsol deve receber cerca de 5000 milhões de euros, equivalente a metade do valor de mercado da YPF.

Segundo o jornal, essa negociação é fundamental para a gestão da presidente Cristina Fernandez Kirchner. Para evitar o envolvimento das majors com empresas cujas propriedades são contestadas, como aconteceu no acordo da Chevron e as empresas localizadas em paraísos fiscais, Galuccio pretende atrair investimentos seguros. O jornal destaca que foi realizada nesta segunda-feira uma importante reunião em Buenos Aires, para discutir o assunto e as regras das parcerias internacionais.

O La Nación destacou as avaliações de especialistas em gás de xisto e petróleo sobre as possíveis parcerias que devem ser travadas nesse acordo da Repsol, fazendo relações com os interesses do governo Kirchner e uma já anunciada aliança entre Argentina, México e Espanha. O veículo ainda apresenta um outro lado das negociações com a Espanha. O texto afirma que o candidato à presidencia da Argentina para as próximas eleições, Sergio Massa, levantou uma preocupação durante a sua passagem por Madrid, na semana passada, que seria lamentável para as relações transatlânticas com o Brasil, Uruguai e Paraguai, que assinaram um acordo específico de livre comércio com a União Europeia. "O link Ibérica, em muitos aspectos cruciais, também está envolvido neste ponto incerto: o risco de que, afinal de contas, o Mercosul pode pausar", diz o texto.