Presidentes discutem o retorno do Paraguai ao Mercosul

A presidente Dilma Rousseff ganha destaque em uma foto ao lado dos presidentes da Venezuela, Nicolás Maduro, e do Paraguai, Horacio Cartes, na edição desta segunda-feira (25/11) do jornal ABC Color, em uma reportagem sobre os 100 dias de governo Cartes. O veículo comenta que o Paraguai estava suspenso do Mercado Comum do Sul (Mecosul) quando Cartes assumiu a administração e a sua postura foi de reconciliação, apesar do país ainda estar "oficialmente" fora do bloco. 

Uma semana após a sua posse, Cartes anunciou que iria fazer viagens com o intuito de reconstruir as "relações danificadas" pelo governo anterior e tentar ingressar o Paraguai novamente no Mercosul. No entanto, Cartes participou primeiro de um evento de Cúpula da Unasul, em agosto, no Suriname. Segundo o ABC Color, Cartes conversou com o presidente venezuelano e com o seu predecessor, Franco, sobre a questão diplomática, considerando que a Venezuela foi a principal responsável pela saída do Paraguai do Mercosul, justificada pelo impeachment do presidente paraguaio Fernando Lugo. 

O ABC Color afirma que a reunião entre Maduro e Cartes contou com a presença da presidente do Brasil, Dilma Rousseff, que comentou sobre as restabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países. Cartes disse que não se opõe a entrada do país novamente ao Mercosul. A reportagem cita que o governo brasileiro aguarda o retorno do Paraguai ao bloco até o final deste ano. 

No mês passado, de acordo com o jornal, o presidente do Uruguai, José Mujica, também se expressou a favor do retorno do Paraguai ao bloco e de forma rápida. Mas em novembro, Cartes anunciou que iria adiar o retorno do país ao Mercosul para janeiro e as relações diplomáticas entre os dois países foram restauradas. Cartes designou o embaixador paraguaio Enrique Jara como novo representante da casa diplomática paraguaia em Caracas. Mas o retorno oficial do Paraguai ao Mercosul ainda não ocorre, destaca o jornal.