Médicos confirmam cirurgia de Cristina Kirchner nesta terça-feira

Presidente argentina será submetida a operação para retirada de hematoma no cérebro

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, será operada nesta terça-feira, dia 8, pela manhã, após sentir um "formigamento" no braço esquerdo, sintoma da "coleção subdural crônica [hematoma]" diagnosticada neste final de semana, anunciou a equipe médica que a atende.

Cristina deu entrada nesta segunda na clínica Fundación Favaloro, onde foi submetida a exames no último sábado, informou a imprensa local. 

De acordo com o jornal local Clarín, Cristina foi levada no final da manhã ao local (especializado em problemas cardiológicos) para ser examinada após serem registrados novos sintomas do hematoma, causado por um traumatismo craniano sofrido em 12 de agosto.

No sábado, os médicos chegaram a divulgar nota oficial informando que Cristina ficaria um mês de repouso por motivos de saúde, em plena campanha para as eleições legislativas de 27 de outubro. Segundo o comunicado oficial, os médicos determinaram o afastamento de Cristina por causa do traumatismo craniano.

Na época, explicou o comunicado, a presidente fez uma tomografia computadorizada do cérebro, que apresentou resultados normais.    

Mas no sábado (5) ela se internou na Fundación Favaloro porque apresentava um quadro de arritmia. Os médicos pediram uma avaliação neurológica ao Instituto de Neurociências e diagnosticaram uma "coleção subdural crônica [hematoma]. Em 2012, ela retirou um tumor da tireoide.    

Os 30 dias de repouso, recomendado pelos médicos, coincidem com a reta final da campanha para as eleições para renovar metade da Câmara dos Deputados e um terço do Senado. Atualmente, Cristina - que está na metade de seu segundo mandato - conta com a maioria no Congresso. Nas primárias, realizadas em agosto passado, o kirchnerismo sofreu a pior derrota em dez anos - desde que Nestor Kirchner foi eleito presidente em 2003 e foi sucedido por sua mulher Cristina Kirchner, reeleita em 2011.    

O kirchnerismo não tem candidato às eleições presidenciais de 2015. Nestor Kirchner morreu em 2010 e Cristina só tem direito a dois mandatos consecutivos. Por isso, as eleições legislativas servirão para forjar alianças politicas e medir as forças dos presidenciáveis.