Veja como foi a semana no mundo, de 28 de setembro a 4 de outubro

Sábado

A oposição síria perdeu sua margem de manobra no contexto das negociações de paz com o governo em Genebra, após as desavenças entre os principais grupos rebeldes e uma resolução da ONU abaixo de suas expectativas. "A resolução do Conselho de Segurança é muito decepcionante", considerou Samir Nachar, opositor histórico ao regime de Bashar al-Assad. O Brasil elogiou o plano da ONU.

Domingo

Ao menos quarenta estudantes foram mortos por membros do grupo islamita Boko Haram, que atacaram o dormitório de uma faculdade do noroeste da Nigéria, segundo uma fonte médica. O ataque, o último de uma longa lista dos últimos quatro anos, aconteceu na Faculdade de Agricultura de Gubja.

Segunda-feira

Motivados por sua oposição à reforma da Saúde de Barack Obama, republicanos bloqueiam a proposta de Orçamento no Congresso americano e provocam o primeiro fechamento do governo americano em 17 anos.

Terça-feira

Mais de 115 mil pessoas morreram nos mais de 2 anos e meio da guerra civil síria, incluindo dezenas de milhares de soldados, combatentes rebeldes e civis, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH). O novo número sugere que cerca de 5 mil pessoas morreram no mês de setembro e que o volume de mortes na guerra não diminuiu após o ataque químico do dia 21 de agosto iniciar um grande debate internacional sobre uma possível intervenção militar, a ser liderada pelos Estados Unidos.

A violência no Iraque deixou quase mil mortos em setembro, anunciou a ONU um dia depois de uma onda de atentados contra zonas de maioria xiita que deixaram ao menos 50 mortos, reivindicados por um grupo vinculado à Al-Qaeda. No total, 979 iraquianos morreram e 2.133 ficaram feridos em setembro em episódios violentos.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, culpou nesta terça-feira a "cruzada ideológica" dos republicanos pela paralisação do governo americano. "Isso não precisava acontecer, e quero que os americanos entendam por que isso aconteceu", afirmou Obama em declaração nos jardins da Casa Branca.

Quarta-feira

Terminou sem acordo o encontro entre o presidente Barack Obama e lideranças do Congresso americano realizado na noite desta quarta-feira, em Washington, o que mantém o impasse orçamentário e a paralisação temporária de inúmeros serviços federais nos Estados Unidos. Segundo líderes democratas, Obama rejeitou apelos dos republicanos para negociar sua lei de saúde como condição para um acordo para aprovar a legislação que acabaria com a paralisação.

Quinta-feira

Um carro tentou invadir uma barricada nas proximidades da Casa Branca, provocando perseguição e tiroteio que acabaram no Capitólio, sede do poder legislativo dos Estados Unidos, em Washington. A motorista que guiava o automóvel morreu, e um policial ficou feriado.

Lampedusa teve nesta quinta-feira a pior tragédia relacionada à imigração nos últimos anos. Mais de 130 imigrantes ilegais morreram e cerca de 200 estão desaparecidos depois do naufrágio de um barco perto da pequena ilha siciliana. "Não temos mais lugar, nem para os vivos nem para os mortos", declarou, abatida, a prefeita de Lampedusa, Giusi Nicolini. "É um horror, um horror; eles não param de deixar corpos".

Ao entrar no terceiro dia nesta quinta-feira, a paralisação do governo dos Estados Unidos seguia provocando preocupação com o risco de consequências maiores, e o presidente Barack Obama desafiou os republicanos a "parar com essa farsa" e permitir um voto direto no projeto sobre o financiamento público.