Paralisação federal obriga Obama a cancelar viagem à Malásia e às Filipinas

Washington - A Casa Branca anunciou hoje (2) o cancelamento da viagem do presidente norte-americano, Barack Obama, à Malásia e às Filipinas – as duas últimas etapas de uma viagem ao Continente Asiático. A justificativa é a paralisação parcial da administração federal dos Estados Unidos.

No mesmo comunicado, a Casa Branca informou que o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, visitará os dois países representando Barack Obama. “Logisticamente, não foi possível avançar com essas viagens perante a paralisação da administração federal”, afirmou a porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, Caitlin Hayden.

“Uma vez que os dois países eram as últimas etapas da futura viagem do presidente, o nosso pessoal não conseguiu se deslocar ao local e não fomos capazes de avançar com o planeamento das visitas”, disse a porta-voz na nota da Casa Branca.

O deslocamento à Malásia e às Filipinas do líder norte-americano estava inserido em uma breve viagem à região asiática por ocasião de dois encontros internacionais: o Fórum de Cooperação Econômica Ásia/Pacífico (Apec), que começa na próxima segunda-feira (7) em Bali (Indonésia), e a cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean) no Brunei.

A presença do chefe de Estado norte-americano nas duas cúpulas ainda é uma dúvida. Obama deveria visitar a Malásia no dia 11 de outubro, seguindo depois para as Filipinas. A saída de Barack Obama de Washington estava inicialmente programada para sábado (5). A porta-voz do Conselho de Segurança Nacional indicou que as duas visitas serão oportunamente reagendadas. Sobre a participação de Obama nas duas cúpulas internacionais, Caitlin Hayden disse que Washington vai continuar avaliando os deslocamentos “em função da evolução da situação durante esta semana”.

“Para o bem da nossa segurança nacional e da nossa prosperidade econômica, apelamos ao Congresso para reabrir os serviços federais”, concluiu a porta-voz.

Sem um acordo orçamental entre os democratas de Obama e a oposição republicana, que detém a maioria na Câmara de Representantes (Câmara Baixa do Congresso norte-americano), os Estados Unidos enfrentam desde ontem (1º), início de um novo ano fiscal, uma paralisação parcial dos serviços da administração federal.

Cerca de 800 mil funcionários considerados não essenciais, num total superior a 2 milhões, foram colocados em licença não remunerada. A situação também obrigou o fechamento de parques nacionais, museus e monumentos públicos, como foi o caso da famosa Estátua da Liberdade, em Nova York. A última paralisação parcial dos serviços federais ocorreu em janeiro de 1996 e durou 21 dias.