New York Times repercute expulsão de diplomatas americanos da Venezuela

O New York Times repercutiu nesta terça-feira (1/10) o fato do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, expulsar o principal diplomata americano e mais dois outros funcionários da embaixada dos Estados Unidos do seu país, acusando-os de apoiar planos para sabotar a rede elétrica e a economia da Venezuela. O fato aconteceu na segunda-feira (30/9) e, segundo o Times, pode intensificar as hostilidades com os EUA e a Venezuela.

A matéria do Times destaca trechos do pronunciamento de Maduro em rede de televisão do país. "Nós detectamos um grupo de funcionários da Embaixada dos Estados Unidos em Caracas, na Venezuela, e estamos os seguindo por vários meses (...) Esses funcionários gastam seu tempo em reuniões com a extrema direita venezuelana, que estão a financiá-los e encorajá-los a tomar medidas para sabotar o sistema elétrico, para sabotar a economia venezuelana". O Times destaca que é evidente que o governo de Maduro tem a intenção de ficar perto do exemplo de Chávez, pintando os Estados Unidos como um agressor imperialista para minar seu governo.

Em outro trecho, o Times explica que o diplomata expulso é Kelly Keiderling, encarregado de negócios, que dirige a embaixada na ausência de um embaixador. "Os Estados Unidos não teve um embaixador em Caracas desde 2010, quando Chávez se recusou a aceitar a nova proposta por Washington por causa de declarações que o Sr. Chávez disse que eram desrespeitosos", destaca o texto. Em seguida, a matéria cita os nomes dos outros funcionários americanos expulsos do país. "Elizabeth Hoffman, um funcionário da seção política da embaixada, quem o presidente Maduro acusou publicamente no começo de abril de se reunir com membros da oposição para traçar sabotagem do sistema elétrico. Ele disse na época que ele tinha prova, mas não tomou nenhuma providência até segunda-feira. O terceiro oficial expulso é David Moo, o vice-cônsul", destaca o veículo.

O Times publica declarações de autoridades norte-americanas defendendo os diplomatas. Entre elas a de Michael Shifter, presidente do Inter-American Dialogue, um grupo de políticas em Washington.  "A situação é tão grave na Venezuela, que ele precisa encontrar um bode expiatório, e é conveniente e politicamente tentador expulsar os diplomatas norte-americanos", destaca o jornal da declaração do presidente do Inter-American.