OLP acusa Israel de tentar boicotar as negociações

Econtro entre os dois governos começa na quarta-feira    

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A Organização para a Libertação da Palestina (OLP) acusou Israel de tentar torpedear as negociações de paz que começarão na quarta-feira com o anúncio que fez neste domingo sobre a construção de mais de mil casas em território ocupado.

"Israel tenta impedir as negociações de quarta-feira", afirmou o negociador Mohammed Shtaye em comunicado divulgado pelo Escritório de Negociações da OLP.

Membro do Comitê Central do Fatah, que faz parte da OLP, Shtaye condenou o anúncio do Ministério de Habitação israelense e, em particular, a construção que tem prevista em bairros de Jerusalém erguidos em área ocupada desde 1967.

"Está claro que o governo israelense está tentando, de forma deliberada, sabotar os esforços internacionais e dos Estados Unidos para retomar as negociações com a aprovação de novas casas nos assentamentos a apenas três dias do primeiro encontro palestino-israelense", acrescentou a nota.

Em Jerusalém, Israel construirá 400 casas no bairro de Gilo (sul), 210 no de Har Homá (sudeste) e 183 no de Pisgat Ze'ev (norte), todos eles considerados assentamentos pelo direito internacional.

A legislação israelense, no entanto, os situa dentro de sua jurisdição soberana desde que se anexou a parte leste de Jerusalém em 1980.

Na Cisjordânia, a intenção do governo do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, é a de construir 117 casas no assentamento de Ariel, 149 no de Efrat, 92 no de Ma'aleh Adumim e 36 no de Beitar Ilit, ou seja, dentro dos grandes blocos de colônias que Israel pretende manter sob sua soberania em caso de acordo de paz com os palestinos.

Segundo Shtaye, "Israel continua usando as negociações de paz como uma cortina de fumaça para suas atividades de construção nos assentamentos" e pediu à comunidade internacional que "ponha fim à impunidade".

"Israel sustenta que quer negociações sem condições, mas no terreno está claro que são eles os que as põem: negociar com construção nos assentamentos, criar novas condições no terreno a fim de invalidar o resultado das negociações", concluiu o comunicado.