O jornalismo alternativo tornou-se popular no Brasil – El País (Madri)

O NINJA tem milhares de seguidores e começa a despontar na mídia com entrevistas exclusivas

Durante uma das manifestações em São Paulo, em junho deste ano, o correspondente da Globo News, Jorge Pontual, postou em seu Twitter: "Se a bateria Ninja não morrer, eu não dormirei esta noite" . O jornalista estava se referindo a um dos membros do grupo que levou à Internet as manifestações ao vivo.

O Ninja (Narrativas Independentes de Jornalismo e Ação) é um grupo de uma centena de pessoas, com diferentes graus de envolvimento, que transmite as manifestações ao vivo, sem cortes e sem edição que ocorrem há mais de um mês em todo o país. Eles são os primeiros a misturar ativismo com jornalismo, acrescentando uma dose de queixas dos cidadãos. O Brasil tem uma rede ativa de grupos de mídia alternativos como RioNaRúa, Jornalismo B, moqueca Midia ou Radiotube, mas este mês o Ninja tem alcançado destaque impensável para um grupo ainda experimental. Hoje o grupo declara que tem mais de 139 mil fãs no Facebook e 13 mil no Twitter e algumas de suas transmissões foram seguidas por mais de 100.000 pessoas.

"Viemos para ser conhecido, porque somos parte de uma rede, porque estamos organizados, mas temos mais um no contexto do jornalismo cidadão, que surgiu durante os protestos", explica Bruno Torturra, ex-editor da revista e um dos integrantes do grupo.