Justiça liberta condutor do trem que descarrilou na Espanha

O condutor do trem que descarrilou no dia 24 de julho perto de Santiago de Compostela, Francisco Garzon Amo, foi liberado hoje após ter admitido em frente a Justiça espanhola que cometeu imprudência no momento do acidente. Garzon deixou o palácio de Justiça de Santiago, onde foi interrogado por cerca de seis horas pelo procurador Luis Alaez.    

Não existindo o perigo de fuga, nem a possibilidade de alteração das provas, e considerado que ninguém pediu sua prisão, o motorista foi libertado.    

Entretanto, o juiz o acusou de 79 homicídios e 178 ferimentos, e por essa razão lhe foi retirado o passaporte e por seis meses também a permissão de dirigir. A Renfe, a sociedade que administra as ferrovias espanholas, se declarou vítima no inquérito que está sendo realizado sobre o acidente. Garzon, no entanto, como funcionário da Renfe tem direito a ser defendido pelos advogados da empresa no processo. 

Hoje, na catedral de Santiago, o arcebispo Julian Barrio celebrará os funerais das vítimas galicianas do desastre ferroviário, na presença do primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, e dos príncipes Felipe e Helena.