Peritos da ONU chegam a Damasco para investigar uso de armas químicas

Dois peritos da Organização das Nações Unidas (ONU) chegaram hoje (24) a Damasco, capital da Síria, para investigar suspeitas de utilização de armas químicas nos conflitos que tomam as ruas do país há mais de dois anos. Rebeldes do regime de Bashar Al Assad negam o uso desse tipo de armas, mas investigações preliminares apontam que tanto militantes do governo quanto da oposição recorreram a esses artefatos.

Durante a visita, os representantes da ONU vão definir, com representantes do governo Al Assad, as condições para que a missão tenha acesso às áreas que serão vistoriadas. O cientista sueco Ake Sellstrom chefia a missão na Síria ao lado da perita Angela Kane, que ocupa o cargo de alta representante da ONU para o Desarmamento.

As investigações devem se concentrar, num primeiro momento, nos conflitos que ocorreram em Khan Al Assal, a segunda maior cidade do país, no norte da Síria. A cidade, alvo de um incidente em março deste ano atribuído à oposição, foi ocupada por forças rebeldes.

O regime sírio quer que os investigadores da ONU se concentrem nessa região. O governo do presidente Bashar Al Assad evita negociar o acesso a outras regiões, como Saraqeb, no Noroeste do país, e Daraya, próxima a Damasco.

A crise na Síria começou há mais de dois anos e deixou mais de 90 mil pessoas mortas, segundo levantamentos divulgados por organizações não governamentais que acompanham os conflitos na região.