Diretor-geral do Banco do Vaticano e seu vice renunciam

O diretor-geral do Instituto para as Obras de Religião (IOR), o chamado Banco do Vaticano, Paolo Cipriani, e seu vice, Massimo Tulli, apresentaram seus pedidos de renúncia, que foram aceitos pela Comissão de Vigilância Cardinalícia e pelo Conselho de Superintendência.    

As funções de diretor-geral do instituto foram assumidas interinamente pelo presidente, Ernst von Freyberg. A sala de imprensa do Vaticano divulgou um comunicado no qual informou que "após muitos anos de serviço ambos decidiram que esse seria no melhor interesse do próprio instituto e da Santa Sé". 

A Comissão especial sobre o IOR, nomeada no dia 26 de junho pelo papa Francisco, "tomou conhecimento dessa decisão". 

Von Freyberg agradeceu Cipriani e Tulli pela "dedicação pessoal demonstrada durante os anos" e lembrou que "desde 2010 o IOR e sua direção trabalharam seriamente para levar as estruturas e os procedimentos em conformidade com as normas internacionais contra a lavagem de dinheiro".

"Mesmo sendo gratos pelos resultados alcançados, hoje é claro que precisamos de uma nova direção para acelerar o ritmo desse processo de transformação. Os progressos realizados até agora são em grande parte devidos ao suporte continuo dos organismos de governo do instituto e de seus funcionários", acrescentou. 

O Conselho de Superintendência já estaria selecionando um novo diretor-geral e um vice.