Assad resiste a abrir mão do poder  

Brasília – O ministro das Relações Exteriores da Síria, Wallid Muallem, reafirmou hoje (24) que o presidente sírio, Bashar Al Assad, não abrirá mão do mandato durante a Conferência de Paz de Genebra, ainda sem data para ocorrer. Muallem disse ainda que a expectativa é que integrantes da oposição se recusem a participar das discussões. A crise na Síria se estende há 27 meses e matou mais de 90 mil pessoas.

A conferência de Genebra é uma iniciativa dos governos dos Estados Unidos e da Rússia para buscar uma solução política para o conflito na Síria. “O presidente Bashar Al Assad não vai se demitir. Se a condição [para a conferência] é a demissão do presidente Assad, não se deem ao trabalho de ir”, disse Muallem. Segundo ele, o fornecimento de armas à oposição agrava as tensões e impede uma solução negociada.

Muallem indicou que uma participação do regime na conferência de Genebra pretende “estabelecer uma verdadeira parceria e um amplo governo de união nacional, que inclua representantes de todas as categorias do povo”.

Paralelamente, o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Anders Fogh Rasmussen, apelou hoje por um acordo político para encerrar o conflito na Síria e advertiu sobre indícios de uso de armas químicas, sem apontar prováveis responsáveis. "As mortes devem parar de imediato. O caminho é uma solução política sustentável a longo prazo", disse Rasmussen, em Luxemburgo. "Temos indicações de que usaram armas químicas", acrescentou.