Fechamento de rádio e TV públicas provoca crise política na Grécia, diz líder   

Atenas – O fechamento do sistema de rádio e televisão públicas da Grécia (ERT) provocou “um ambiente de crise política e institucional”, disse hoje (12) Evangelos Venizelos, líder do Partido Socialista (Pasok), um dos pilares da coligação que sustenta o governo.

Venizelos apelou ao primeiro-ministro Antonis Samaras para “salvaguardar a unidade e o futuro do governo” de coligação, formado há um ano, após as eleições legislativas, em um contexto de profunda crise econômica e social.

O líder socialista e o outro parceiro da coligação, Fotis Kouvelis, representante da Esquerda Democrática (Dimar), opuseram-se ao fechamento da ERT, decidida na noite de ontem (11) pela Nova Democracia (ND), de tendência direitista e liderada por Samaras, chefe do Executivo.

Em uma intervenção perante seu grupo parlamentar, Venizelos lamentou que apenas os ministros da direita tenham assinado o ato legislativo, rejeitado pelos demais ministros do governo. Na terça-feira, Venizelos e Kouvelos recusaram-se a assinar o ato que determina o fechamento da televisão e da rádio públicas.

Apesar de favoráveis à reestruturação da ERT, um organismo muito criticado por seus privilégios, clientelismo e má gestão, Venizelos e Kouvelis indicaram que seus deputados “não vão aprovar o decreto-lei destinado a validar o ato legislativo”.

O fechamento da ERT provocou um choque na Grécia, com os sindicatos dos setores privado e público acenando com a possibilidade de greve geral para amanhã (13) e concentrações frente à sede da empresa. O fechamento repercutiu também em outros países