Yale Global – EUA devem adotar Direito do Mar

Cada vez mais, os países se baseiam na arrogância militar

Washington - No momento em que a provocação nuclear da Coréia do Norte requer uma frente comum, crescentes disputas marítimas sobre pequenas ilhas no Mar da China Meridional e Mar da China Oriental estão colocando grandes países uns contra os outros. Jogadores-chave, incluindo a China, Japão e Coréia do Sul, estão em desacordo e cada vez mais se baseiam na arrogância militar. O procurador Ziad Haider apela para que os Estados Unidos liderem o alívio das tensões em curso, defende artigo publicado no Yale Global.

Isto inclui apoio à diplomacia e comunicações, apresentando modelos diferentes para a exploração conjunta dos recursos naturais da região, entre eles peixe e petróleo; determinando as prioridades dos EUA e desenvolvendo "clareza interna," antes de usar políticas como as dos cortes orçamentários, para apoiar tanto aos aliados como à China. 

Mais importante, o Senado dos EUA deve ratificar a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, ou UNCLOS. Mais de 160 outras nações assinaram e os EUA já aderem aos termos do tratado. Ao se envolver em disputas marítimas e regras por outros, Haider argumenta, os Estados Unidos também devem adotar as regras.

Os EUA devem elaborar uma política nestas disputas marítimas que preservem a liberdade de navegação e comércio, que assegure a estabilidade, regional e defenda o tratado, evitando envolvimentos militares.

Disputas marítimas

As disputas marítimas da Ásia são uma força  contra os interesses dos Estados Unidos, no entanto, elas representam uma oportunidade. Uma visão míope concluiria que esta oportunidade seria uma abertura estratégica para os Estados Unidos e um conflito regional pela recente mão pesada chinesa.

A realidade, porém, é que os estados da região não têm interesse em escolher lados. De acordo com o relatório do Conselho Nacional de Inteligência Tendências Globais 2030, eles vão ser cada vez mais puxados para duas direções: economicamente para a China e de segurança para os EUA. Além disso, com a interdependência econômica Sino-EUA, a China parece mais sujeita à contenção, e dobrar seu poder militar não é do interesse dos EUA.

A oportunidade apresentada é para que os Estados Unidos demonstrem liderança na região combinando uma hábil diplomacia, um considerado engajamento militar e adesão ao direito internacional como uma força que some, ao invés de enfraquecer. Se o fizer, vai testar sua capacidade de manter um poder eficaz no Pacífico, enquanto navega pela ascensão de outro - tudo isso para preservar uma ordem que faz com que a segurança dos EUA e os interesses econômicos estejam indissociáveis neste século.