Presos três suspeitos de roubar obras de Monet e Picasso na Holanda

A polícia da Romênia prendeu, na noite desta terça-feira, três suspeitos de terem roubado pinturas da galeria de arte de Rotterdã, na Holanda, no ano passado. De acordo com a agência de notícias romena Mediafax, o escritório da promotoria pública contra terrorismo e crime organizado (Diicot) do país já pediu a prisão preventiva de 29 dias para os homens. Eles são acusados do roubo de sete quadros de pintores como Monet, Picasso e Matisso, com um valor estimado em 200 milhões de euros.

"Os três foram presos como parte de uma investigação romena e não devido a uma reivindicação da polícia de Rotterdã", declarou em nota a polícia holandesa, que também confirmou que as obras de arte não foram encontradas. Especialistas estimam que, no mercado negro, as pinturas custariam apenas um décimo de seu real valor, caso fosse possível vendê-las.

O roubo, considerado o maior na Holanda nos últimos 20 anos, ocorreu na noite do dia 15 para 16 de outubro do ano passado e deixou os investigadores perplexos. A polícia de Rotterdã divulgou imagens de câmeras de segurança que mostravam dois homens, aparentemente jovens, entrando na galeria de arte e escapando apenas 90 segundos depois.

As sete pinturas roubadas são:

Tête d'Arlequin (1971) de Pablo Picasso

La Liseuse em Blanc Et Jaune (1919) de Henri Matisse

Waterloo Bridge, London (1901) de Claude Monet

Charing Cross Bridge, London (1901) de Claude Monet

Femme devant une fenêtre ouverture, dite La Fiancée (1888) de Paul Guaguin

Autoportrait (ca. 1889-1891) de Meyer de Haan

Woman with Eyes Closed (2002) de Lucian Freud   

Em 1991, ladrões roubaram 20 obras de Vincent van Gogh num valor estimado de US$ 500 milhões, em Amsterdã. Uma hora depois as obras foram encontradas em um carro abandonado.