Governo denuncia suposto plano para matar vice da Venezuela

Durante as comemorações dos 55 anos de democracia na Venezuela, nesta quarta-feira, o titular do Ministério do Interior do país (equivalente ao Ministério da Justiça no Brasil) revelou que o serviço de inteligência da polícia descobriu que setores da "extrema-direita" estariam planejando um atentado contra o vice-presidente, Nicolás Maduro, e contra o presidente do Legislativo, Diosdado Cabello. Néstor Reverol alegou que não pode dar mais detalhes sobre o suposto plano para não atrapalhar o andamento das investigações.

"Temos recebido informações muito sérias da inteligência, segundo as quais membros da extrema-direita venezuelana em cumplicidade com membros da extrema-direita no exterior estão planejando um atentado contra o vice-presidente da República e um atentado contra o presidente da Assembleia Nacional", afirmou o ministro. "Todos os órgãos da inteligência em nosso país estão atentos", explicou Reverol.

O ministro também informou que a segurança dos dois líderes do chavismo será reforçada. "Não vamos permitir nem um milímetro de atos de terrorismo contra esses camaradas nem contra ninguém", declarou. Ele afirmou que os organismos de segurança vão vigiar "de perto todas as ações desta extrema-direita radical tanto nacional como internacional para mais uma vez vencê-los".

A manifestação de chavistas em Caracas para comemorar o fim da ditadura no país há 55 anos aconteceu paralelamente a outra, da oposição, em um parque no leste da capital. O governo venezuelano, que identifica setores da oposição com a extrema-direita e os acusa de serem financiados por grupos nos Estados Unidos, denunciou em várias ocasiões supostos planos contra o presidente Hugo Chávez, no poder desde 1999.

Interferência cubana

No mesmo evento, o ministro de Ciência e Tecnologia, Jorge Arreaza, genro do presidente Hugo Chávez, garantiu que Cuba não manda na Venezuela. Segundo ele, os irmãos Fidel e Raúl Castro estão "a serviço" do mandatário venezuelano. "Quando a oligarquia diz que Fidel está mandando aqui, que Raúl Castro está mandando, estão muito equivocados", disse Arreaza em um momento do discurso durante uma passeata do Governo para comemorar o 55º aniversário do fim da ditadura.

"Fidel e Raúl estão a serviço de Hugo Chávez lá em Cuba. Fidel e Raúl puseram seu país, sua equipe medica e a toda Cuba a serviço da Revolução Bolivariana e do povo venezuelano para que protejam e para que consigam que o presidente Hugo Chávez se recupere", acrescentou. Arreaza, que chegou a Caracas nos últimos dias após mais de um mês em Cuba, onde Chávez se recupera da operação de câncer à qual foi submetido no último dia 11 de dezembro, expressou seu "grande agradecimento" a Cuba e ao povo cubano.