Primeiro-ministro da Noruega diz que situação na Argélia é confusa

Brasília - O primeiro-ministro da Noruega, Jens Stoltenberg, disse que é confusa e que as informações são desencontradas sobre a situação no campo de gás, de Amenas, na Argélia, onde houve um sequestro coletivo há dois dias. A estimativa é que 40 pessoas tenham sido sequestradas, a maioria, estrangeiros. Segundo Stoltenberg, a situação é “muito confusa”.

A agência oficial argelina APS informou que o Exército da Argélia resgatou ontem (17) 600 trabalhadores argelinos e estrangeiros. O campo de gás de Amenas é operado pela britânica British Petroleum (BP), a argelina Sonatrach e a norueguesa Statoil.

O grupo extremista – cujas traduções do nome variam entre Assinantes pelo Sangue, Luta contra o Sangue e Capuzes, comandado pelo argelino Mokhtar Belmokhtar, expulso da Al Qaeda do Magrebe Islâmico – assumiu a autoria do sequestro coletivo. O grupo extremista disse ter agido em reação à ação militar da França no Mali com o envio de militares para ajudar o governo do país africano.

Os reféns foram capturados na base para os trabalhadores que fica a 1,3 mil quilômetros da fronteira da Argélia com a Líbia. Há informações de que, pelo menos, dois franceses tenham sobrevivido ao assalto do Exército da Argélia ao campo de gás.

A estimativa é que nove funcionários da Statoil tenham escapado com vida do ataque dos extremistas, de um total de 17 pessoas. Mas a Statoil indicou em comunicado que a situação dos oito funcionários restantes é incerta.