Após homofobia, França pede censura de mensagens no Twitter

Depois de uma hashtag que motivou muitas mensagens homofóbicas na França, a ministra dos Direitos das Mulheres e porta-voz do governo, Najat Vallaud-Belkacem, sugeriu que o Twitter deveria começar a censurar mensagens de ódio em seu site. A polêmica surgiu depois que muitos tweets propondo punições a filhos homossexuais levaram #SiMonFilsEstGay ("Se meu filho é gay") aos trending topics na rede social durante semanas.

A ministra afirmou ao Le Monde que esse tipo de discurso é ilegal pela lei nacional francesa. Porém, a homofobia que repercutiu no Twitter não é um evento isolado no país. Tópicos antissemitas e racistas, como #unjuifmort ("um judeu morto"), #unbonjuif ("um bom judeu") e #SiMaFilleRamèneUnNoir ("se minha filha trouxer um negro para casa") entraram para os mais comentados na rede social nos últimos dois meses, segundo Vallaud-Belkacem.

Ela afirmou que a liberdade de expressão não pode ser utilizada impunemente, porque homofobia e racismo podem rapidamente levar à violência. Para a ministra, crianças homossexuais correm risco quando tais discussões são mantidas sem moderação na internet.