No Egito, oposição rejeita referendo sobre Constituição

Presidente do país revogou no sábado decreto que ampliava seus poderes

A Frente de Salvação Nacional, principal coalização de oposição contra o governo do Egito, anunciou no domingo (9) que rejeita o referendo sobre a Constituição do país, previsto para acontecer no próximo sábado (15), segundo informaram agências internacionais. 

Em nota lida por seu porta-voz, os oposicionistas convocaram protestos populares nesta terça-feira (11) contra a Carta Magna aprovada no Congresso. O argumento dos insurgentes é de que não há consenso e de que o documento proposto não representa adequadamente os direitos das mulheres e das minorias. 

"Realizar um referendo neste momento, na ausência de segurança, reflete pressa e falta de senso de responsabilidade por parte do regime, que arrisca punir o país com confrontos violentos", diz a nota.

Principais líderes da coalizão, como seu coordenador, o Nobel da Paz Mohamed ElBaradei, o ex-chefe da Liga Árabe Amr Moussa, e o ex-candidato presidencial Hamdim Sabbahi, não estiveram presentes na coletiva para a imprensa, de acordo com agências. 

Decreto revogado

No sábado (8), o presidente egípcio Mohamed Mursi revogou o decreto que ampliava seus poderes e blindava suas decisões e do Parlamento da esfera jurídica, segundoinformou o jornal al-Ahram. No Cairo, capital do país, confrontos entre opositores e simpatizantes acontecem há dias.