Cristina Kirchner ameniza protesto que paralisou parcialmente Buenos Aires

O protesto que ocorreu ontem (20) em Buenos Aires, paralisando parcialmente a capital, sob a liderança dos três maiores sindicatos de trabalhadores do país, teve os efeitos amenizados pela presidente Cristina Kirchner. Ao comandar a cerimônia do Dia da Soberania Nacional, em comemoração ao aniversário de 167 anos da Batalha de Vuelta de Obligado, a presidente rechaçou os impactos do movimento. “Eu não me afeto com ameaças, vou manter o que tenho de fazer”, disse ela.

Os trabalhadores que lideraram a paralisação e a manifestação exigem o combate à inflação, aumento do salário mínimo e a redução da carga tributária. O protesto contra o governo foi o segundo em duas semanas. A entidade sindical que representa os caminhoneiros, uma das maiores  da Argentina, coordenou o movimento.  

No discurso, Cristina Kirchner disse que o "direito de greve é ??sagrado", mas acrescentou que  "é  direito de todo trabalhador decidir o que ele quer fazer", porque "a vontade dos trabalhadores não pode ser dominada por qualquer um".

A presidente pediu “desculpas aos argentinos que [ontem] não puderam viajar nos aviões da Aerolineas Argentinas porque os sindicatos não cumpriram suas funções". “Foi uma injustiça e falta de solidariedade" , ressaltou. A paralisação na Argentina afetou também os turistas brasileiros que tentavam embarcar para o país vizinho, pois voos foram adiados e alguns cancelados.

Ao longo do dia, assessores de Cristina Kirchner condenaram as paralisações que atingiram parcialmente os ônibus e o metrô de Buenos Aires, assim como as atividades nos principais aeroportos do país. Segundo relatos, em Buenos Aires o clima ontem era de feriado devido à falta de movimento.

Apesar da paralisação de ontem, a seleção brasileira de futebol conseguiu chegar à Argentina para a disputa de hoje do superclássico das Américas. Brasil e Argentina jogam à noite, no estádio da Bombonera, em Buenos Aires, que é a sede do Boca Juniors.