Secretário-Geral diz que não existe solução militar para a RD Congo

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou nesta quinta-feira, que "não há solução militar para a crise na República Democrática do Congo", RD Congo.

Ele acrescentou que a soberania e integridade territorial do país é "inviolável" e que ela "deve ser respeitada por todas as nações vizinhas.

Opções Concretas

Ban Ki-moon disse que "opções concretas" devem ser consideradas no lugar de ações militares. Ele ressaltou que a resolução deve ser "pacífica, baseada no diálogo reforçado, integração aprofundada, e construção da confiança regional."

Desde abril, quase 300 mil pessoas fugiram da região, após o começo do que o Secretário-Geral chamou de "campanha do terror", por parte do grupo armado"M23", que cometeu grande número de abusos.

Ban defendeu que "os que violaram os direitos humanos devem ser levados à justiça". Ele disse que a insegurança também aumentou em outras áreas do Kivu, já que outros grupos armados aproveitaram a situação instável.

Violência Sexual

Ban lembrou que a RD Congo chegou a ser considerada o "lugar mais perigoso no mundo para ser mulher". O Secretário-Geral falou que a situação humanitária no país "é alarmante, marcada por abusos sexuais e assassinatos".