Centenas de manifestantes invadem embaixada dos EUA no Iêmen 

O Egito também é palco de confrontos nos arredores da representação americana

Centenas de manifestantes invadiram nesta quinta-feira a embaixada dos Estados Unidos em Sanaa, no Iêmen, durante um protesto contra um vídeo sobre o profeta Maomé considerado ofensivo pelos muçulmanos, que já causou ataques violentos contra representações americanas na Líbia e no Egito.

Os manifestantes derrubaram a porta principal do complexo diplomático, onde também fica a residência do embaixador. Dentro do recinto, só chegaram até o pátio interior, já que não conseguiram entrar em nenhum dos edifícios do complexo. Ainda assim, queimaram uma bandeira americana e vários veículos, e quebraram as janelas de alguns imóveis.

Os fuzileiros da embaixada atiraram para o alto para dispersar os manifestantes, enquanto a polícia iemenita lançou gás lacrimogêneo e usou canhões de água.

Os agentes cercam o prédio após terem conseguido expulsar os manifestantes, embora continuem os choques nas imediações. A Embaixada dos EUA no Iêmen é um dos edifícios mais fortificados de Sanaa. Hoje, a sede diplomática estava fechada porque o fim de semana no Iêmen é na quinta-feira e na sexta-feira.

Testemunhas disseram que os manifestantes conseguiram entrar no complexo porque os guardas iemenitas que o protegem não fizeram nada para impedir.

Além do Iêmen, o Egito é hoje palco de confrontos nos arredores da representação americana, que já deixaram 16 feridos, desencadeados após os protestos contra um vídeo supostamente realizado por um cidadão americano-israelense no qual Maomé é ridicularizado.

O controvertido vídeo foi supostamente o estopim do protesto frente ao consulado americano em Benghazi, no leste da Líbia, que acabou na noite de terça-feira em um ataque contra o edifício no qual morreu o embaixador Christopher Stevens e três funcionários da legação.