Hillary Clinton exalta embaixador americano morto na Líbia 

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, fez um pronunciamento nesta quarta-feira condenando o ataque que matou o embaixador dos EUA na Líbia, Christopher Stevens, e outros três americanos, em Benghazi. 

"Stevens viveu para livrar a Líbia de (Muamar) Kadhafi. O mundo precisa de mais Chris Stevens", afirmou Hillary, na Casa Branca, em Washington.

"Esse foi um ataque que deveria chocar a consciência de povos de todas as crenças do mundo", disse a secretária de Estado.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, também condenou o ataque contra o consulado americano em Benghazi. O governo determinou o aumento do esquema de segurança nas representações diplomáticas dos Estados Unidos no exterior e também decidiu ampliar o apoio aos seus funcionários.

Em comunicado, divulgado pela Casa Branca, Obama criticou os ataques e anunciou as medidas de segurança. Segundo ele, o embaixador morto deve ser classificado como um “representante corajoso e exemplar dos Estados Unidos”.

“Eu condeno veementemente o ultrajante ataque contra nossa representação diplomática em Benghazi, que tirou a vida de quatro americanos, incluindo o embaixador Chris Steves", disse Obama. “[Os quatro norte-americanos mortos no ataque] eram exemplos do compromisso da América com a liberdade, justiça e parceria com as nações e os povos em todo o mundo”.

Os quatro norte-americanos foram mortos ontem (11) à noite durante ataque ao consulado em Benghazi. Homens armados invadiram a representação, atearam fogo e jogaram bombas no local. Stevens era um diplomata de carreira que falava árabe e francês. Ele comandou um gabinete em Bengahzi durante a revolta líbia contra Muammar Kadhafi.

Na biografia de Stevens, disponibilizada no site da Embaixada dos Estados Unidos na Líbia, há uma entrevista do embaixador na qual ele disse se considerar um “afortunado por participar neste incrível período de mudança e de esperança para a Líbia”.

A Líbia apresentou um pedido de desculpas aos Estados Unidos pela morte do embaixador e de mais três pessoas. “Apresentamos as nossas desculpas aos Estados Unidos e ao povo norte-americano pelo que se passou”, disse o presidente do Parlamento da Líbia, Mohamed Al Megaryef.

Com Agência Brasil